Decide publicar os meus trabalhos da faculdade, e como todos os outros trabalhos de uma aluna, deve ter bastante erros, nao se hesitem - corigem-me caso acham que é necessário, concordo que a gente aprende a vida toda. o meu curso é gestao conservaçao da natureza

Friday, March 10, 2006

Influência de factores bióticos e abióticos no comportamento de

Índice

Resumo........................................................................2

Questões...................................................3

Localização..............................................3

Metodologia......................................................3

Resultados.............................................................5

Discussão e Conclusões........................................9

Palavras chave...................................................................11

Referências bibliográficas........................................................12

Anexos.....................................................................14






Resumo
O comportamento das espécies é condicionado por diversos factores. Esses factores poderão estar relacionados com a espécie propriamente dita, factores bióticos, ou serem independentes da espécie, factores abióticos.
É importante estudarmos os factores que influenciam as espécies para podermos compreender melhor a sua relação com os seres vivos da mesma espécie, com os seres vivos de espécies diferentes e com o meio a que pertencem. Só assim poderemos estudar o funcionamento de um ecossistema e as relações que existem entre todos os factores.
Pretendeu-se com este trabalho mostrar como alguns factores condicionaram o comportamento da espécie Oniscus asellus.
De acordo com Borror & Delong, 1988 a espécie Oniscus asellus pertence à classe dos crustáceos que se adaptaram ao meio terrestre. Macro-decompositores, de cor acinzentada, parda ou meia azulada, corpo achatado dorso-ventralmente. Alimentam-se de matéria orgânica m decomposição, vivem sob pedras, debaixo dos troncos, ao pé das raízes no lugar húmido, pois segundo o Wheater & Read, 1996, nesses lugares além de encontrar a vegetação apodrecida que são os seus alimentos, também a humidade e a temperatura são constantes.
A espécie Oniscus asellus são organismos que fazem parte da ordem isopódos, que são seres com muitos pares de patas.





Questões

 Tigmotaxia positiva ou negativa?
 Existem diferentes números de indivíduos nos dois lados do recipiente?
 Preferencia:
Pelo húmido ou seco?
Pela luz, sombra ou escuro?
Pelo húmido escuro, ensombrado ou à luz?
Pelo seco escuro, ensombrado ou à luz?

Localização
A experiência foi realizada no laboratório – Terra-Châ, Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias - Angra do Heroísmo.

Metodologia
Para podermos estudar o comportamento dos indivíduos da espécie Oniscus tivemos de colocá-los em condições que nos permitissem a observação comportamental dos indivíduos.
A experiência foi realizada em laboratório e para o efeito foram utilizados indivíduos previamente retirados do seu habitat e mantidos em condições que lhes permitiram a sobrevivência.
Como os factores a estudar eram divergentes a experiência teve de ser realizada em fases diferentes.
Primeira fase:
Foram retirados 20 indivíduos para um frasco sem qualquer matéria orgânica. Utilizámos um recipiente rectangular plano, de cor clara, destapado, limpo e seco o qual foi previamente dividido em duas partes por uma linha desenhada a lápis e uma das partes foi designada por lado A e a outra por lado B. Colocámos os 20 indivíduos no meio do recipiente.
Foram contados de minuto a minuto durante 30 minutos o número de indivíduos que estariam em cada um dos lados e os que se encontraram isolados dos restantes.
Com esta experiência pretendíamos verificar se haveria tigmotaxia positiva ou negativa, ou seja, se os indivíduos desta espécie têm ou não preferência por estar em grupo ou por estarem isolados.
Segunda fase:
Depois de termos retirado os indivíduos do recipiente limpámos o fundo e humedecemos uma das partes do recipiente (apenas na base) com um guardanapo embebido em água e colocámos novamente os indivíduos no meio do recipiente para verificarmos de minuto a minuto durante 30 minutos, as deslocações dos indivíduos.
Terceira fase:
Para estudarmos o comportamento dos indivíduos perante outros factores abióticos tivemos de criar outras situações em que esses factores variassem. Para isso dividimos o mesmo recipiente em lado A e lado B, e em cada um deles tínhamos uma estrutura com forma de prisma rectangular construída em papelão e que tinha um abertura voltada para o centro do recipiente para permitir a entrada dos indivíduos que o desejassem fazer. Esta estrutura de papelão era responsável por fornecer condições de ensombramento à sua volta, condições de escuro no seu interior e fora desta situação tínhamos a luz.
Foram também contados de minuto a minuto durante 30 minutos o número de indivíduos que ocupava cada uma dessas zonas distintas.
Quarta fase:
Continuámos a experiência aumentando as variações de condições dentro do recipiente. Assim sendo, uma das partes do recipiente manteve-se completamente seca, com a mesma estrutura de papelão que permitia o ensombramento, escuridão e luz e o outro lado do recipiente foi humedecido com um guardanapo embebido em água no fundo e continuou com a estrutura de papelão que proporcionou desse lado também as condições de luz, ensombramento e escuridão.


Resultados


Gráfico I: Número de indivíduos no lado A, no lado B e Isolados

Pela observação do gráfico podemos verificar que os indivíduos de Oniscus preferiram o lado A do recipiente e foram poucos os indivíduos que ficaram isolados. Podemos afirmar que se verifica a tigmotaxia positiva nesta espécie. Ainda se pode verificar que a partir do minuto 15 há uma cessação da movimentação dos indivíduos que parece terem atingido a posição ideal.




Quadro I. Média do número de indivíduos presentes em cada um dos lados
Lado A Lado B Isolados
Média 15.2 3,4 1.3

Pela observação do Quadro I podemos quantificar melhor a diferença que há entre o número de indivíduos em cada lado estando a maioria presente no lado A.

Gráfico II: Número de indivíduos no lado húmido e no lado seco

Com a experiência feita para verificarmos se os indivíduos preferiram o lado húmido ou o lado seco do recipiente, podemos verificar pela observação do Gráfico II que os indivíduos tiveram uma preferência pelo lado húmido, onde verificamos a presença de 65% dos indivíduos.
A cessação da movimentação dos indivíduos deu-se a partir do minuto 11.



Quadro II. Média do número de indivíduos presentes em cada um dos lados
Lado Seco Lado Húmido
Média 6,8 13,2

No Quadro II podemos ver que há uma diferença substancial entre os indivíduos que ocupam o lado húmido e os indivíduos que ocupam o lado seco.
Verifica-se então que a humidade é um dos factores abióticos que influencia a espécie Oniscus asellus.
GráficoIII: Número de individuos nas diversas situações criadas

No Gráfico III podemos verificar que os indivíduos preferiram a zona de sombra. Os indivíduos que apareciam na zona de luz eram em número baixo e isolados, quase sempre em movimentação de um lado para o outro.




Quadro III. Média do número de indivíduos presentes em cada um dos lados
Luz Sombra Escuro
Média 0,63 13,6 5,7

No Quadro III podemos observar a média dos indivíduos que se deslocaram para as partes ensombradas do recipiente, sendo bastante nítida a preferência por zonas ensombradas (13,6) e o número baixo de seres que estavam à luz (média de 0.63)
Gráfico IV: Número de indivíduos presentes em cada uma das zonas criadas

Pela observação do Gráfico IV podemos verificar que os indivíduos preferiram a condição de escuro seco. A partir do minuto 14 as deslocações dos indivíduos cessaram não havendo, a partir deste minuto, qualquer indivíduo à luz. Os indivíduos que se encontravam tanto no escuro como à sombra estavam agrupados, verificando-se mais uma vez a tigmotaxia positiva e fitotaxia negativa.



Quadro IV: Média do número de indivíduos em cada uma das zonas criadas
Húmido luz Húmido sombra Húmido escuro Seco Luz Seco Sombra Seco escuro
Média 0,3 3,5 3,9 0,06 0,06 12,1

Da observação do quadro podemos verificar que o número maior de indivíduos estava em zonas seca e escuras, mas não podemos deixar de notar que houve também um número bastante considerável de indivíduos que procuraram zonas húmidas principalmente ensombradas e/ou escuras, cujo valor atinge 2/3 do número de indivíduos que estavam na zona escura e seca.

Discussão e Conclusões
Os factores bióticos são factores que influenciam o comportamento e a vida dos seres vivos e que estão directamente relacionados com eles e com os outros seres vivos do meio.
Neste trabalho verificamos que um dos factores bióticos que influencia a vida dos indivíduos da espécie Oniscus asellus é a tigmotaxia, ou seja a necessidade que estes seres têm de estar em contacto uns com os outros. Na primeira fase da experiência foi bastante visível e conclusivo de que estes seres procuram estar agrupados sendo esta uma forma que lhes permite sobreviver a algumas agressões do meio ambiente.
Os factores abióticos são os factores do meio que não têm vida mas que influenciam a vida dos seres vivos, como a água, luz, humidade.
Nesta experiência testámos a reacção do Oniscus às variações de luz, e humidade. Na segunda fase da experiência pudemos verificar que a maioria dos indivíduos preferiram a parte húmida do recipiente o que quererá dizer que precisam de um ambiente com mais água para poderem sobreviver. Na terceira fase da experiência vimos que os indivíduos preferiram a parte ensombrada do recipiente. Na quarta fase da experiência vimos que os indivíduos preferiram a parte seca e escura. Esta observação contradiz um pouco a da segunda fase da experiência em que os indivíduos preferiram a parte húmida, no entanto pode ser explicada pelo facto de que os indivíduos depois de estarem agrupados e fora da luz, terão menos hipótese de perder água e têm assim o seu problema de água resolvido porque ao comunicarem entre si podem ir cedendo água uns aos outros e por estarem no escuro não vão perder água por evaporação.
Podemos então concluir que esta espécie sofre influência de factores abióticos como água e luz necessitando de estar em ambientes húmidos e escuros podendo superar a falta de água com o facto de viverem agrupados.





Palavras chave:
Habitat- Espaço físico que um organismo vivo ocupa um ecossistema.
Tigmotaxia
Factores abióticos-Fatores usentes da presença de seres vivos ou suas relações, mas sim pelas propriedades físicas e químicas da biosfera (fatores ambientais)
Fototaxia- Movimento de organismos influenciados por um gradiente de luz
Factores bióticos- são os componentes de um ecossistema que possuem vida e que permitem o desenvolvimento da mesma. Em geral, os fatores bióticos são os seres vivos como as plantas, os animais, os fungos, as bactérias, etc.




Referências bibliográficas

Borror, D & Delong, D. 1988. Introdução ao estudo dos insectos. Editora Edgard Blücheck LTDA.. São Paulo.

Dajoz, R. 1978. Ecologia geral. Editora vozes LTDA. Rio de Janeiro.


Sites consultados

http://www.saudeanimal.com.br/tatuzinho.htm (TATUZINHO)

http://www.biopix.dk/Search1.asp?Searchtext=Oniscus%20asellus&CategoryCode=Arthropoda&q=Is ( BioPix)

http://perso.wanadoo.fr/zenza/cloportes/oniscus.html (Oniscus asellus
le cloporte brilliant)


http://perso.wanadoo.fr/moineaudeparis/Insectes/Cloportes/ (Cloportes)

http://www.ces.ncsu.edu/depts/ent/notes/O&T/flowers/note11/note11.html (PILLBUGS AND SOWBUGS)

g.mckenzie@its.canterbury.ac.nz g.mckenzie@its.canterbury.ac.nz

http://www.earthlife.net/insects/woodcare.html The Care of Woodlice,(Crustacea, Isopoda, Oniscidae)Woodlice

http://www.cotrisoja.com.br/artigos/art-2005-07-04.html
http://www.jmarcano.com/nociones/minimo.html




Anexos

Tabela I- Número de indivíduos em cada um dos lados do recipiente e isolados
Tempo A B Isolados
1 18 2 2
2 18 2 2
3 18 2 2
4 17 3 1
5 17 3 1
6 17 3 1
7 17 3 1
8 17 3 0
9 17 3 3
10 17 3 2
11 17 3 2
12 17 3 1
13 17 3 1
14 17 3 1
15 16 4 2
16 16 4 2
17 16 4 1
18 16 4 2
19 16 4 1
20 16 4 1
21 16 4 1
22 16 4 1
23 16 4 1
24 16 4 1
25 16 4 1
26 16 4 1
27 16 4 1
28 16 4 1
29 16 4 1
30 16 4 1










TabelaII- Número de indivíduos no lado seco e no lado húmido do recipiente em trinta minutos
Tempo Lado seco Lado húmido
1 8 12
2 4 16
3 8 12
4 9 11
5 4 16
6 6 14
7 5 15
8 7 13
9 7 13
10 6 14
11 7 13
12 7 13
13 7 13
14 7 13
15 7 13
16 7 13
17 7 13
18 7 13
19 7 13
20 7 13
21 7 13
22 7 13
23 7 13
24 7 13
25 7 13
26 7 13
27 7 13
28 7 13
29 7 13
30 7 13


Tabela III- Número de indivíduos presentes em cada uma das situações, em cada minuto durante 30 minutos
Tempo Luz Sombra Escuro
1 1 10 9
2 0 12 8
3 1 11 8
4 0 12 8
5 1 13 6
6 1 16 3
7 1 13 6
8 3 12 5
9 1 12 7
10 0 15 5
11 0 13 7
12 0 15 5
13 0 15 5
14 0 13 7
15 0 14 6
16 1 14 5
17 0 14 6
18 1 13 6
19 1 13 6
20 0 13 7
21 0 13 7
22 0 13 7
23 0 15 5
24 1 15 4
25 1 15 4
26 1 15 4
27 1 15 4
28 1 15 4
29 1 15 4
30 1 15 4


TabelaVI- Número de indivíduos presentes em cada um dos lados referidos, em cada minuto durante 30 minutos

Tempo Húmido luz Húmido sombra Húmido escuro Seco Luz Seco Sombra Seco escuro
1 0 7 0 0 0 13
2 0 9 0 0 0 11
3 4 5 0 0 0 11
4 0 5 2 0 0 13
5 0 4 1 0 0 15
6 0 3 2 0 0 15
7 2 4 1 0 0 13
8 2 1 2 0 1 14
9 1 3 5 1 1 9
10 0 3 5 0 0 12
11 0 4 5 0 0 11
12 0 4 5 0 0 11
13 0 3 5 1 0 11
14 0 3 5 0 0 12
15 0 3 5 0 0 12
16 0 3 5 0 0 12
17 0 3 5 0 0 12
18 0 3 5 0 0 12
19 0 3 5 0 0 12
20 0 3 5 0 0 12
21 0 3 5 0 0 12
22 0 3 5 0 0 12
23 0 3 5 0 0 12
24 0 3 5 0 0 12
25 0 3 5 0 0 12
26 0 3 5 0 0 12
27 0 3 5 0 0 12
28 0 3 5 0 0 12
29 0 3 5 0 0 12
30 0 3 5 0 0 12

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